AVANESTGESTÃO EM ANESTESIOLOGIA

O SISTEMA POR DENTRO

O dia inteiro do anestesiologista, em um sistema só.

Da avaliação pré-anestésica ao valor que entra no fim do mês — passando pela escala do serviço, pelos documentos que o paciente leva para casa e pelo fechamento que vai para o financeiro.

A avaliação pré-anestésica

Nove etapas, salvas enquanto você digita

Identificação, anamnese, exame físico, via aérea, exames, medicamentos, escores, planejamento e conclusão. O texto é salvo sozinho: fechar a tela no meio não perde nada.

Via aérea com os preditores que mudam a conduta

Mallampati, distância tireomentoniana, abertura bucal, mobilidade cervical e o histórico de intubação difícil. O resumo sai escrito, do jeito que vai para a ficha.

Risco cardíaco pelo RCRI

O índice de Lee com os seis critérios, calculado a partir do que já foi respondido na anamnese — sem repetir pergunta que a tela já fez.

Medicamentos de uso contínuo com orientação de suspensão

A base diz quantos dias antes suspender cada antitrombótico e quando reintroduzir. Você confere e ajusta; a orientação sai na ficha que o paciente leva para casa.

Via aérea pediátrica por idade — e por peso no neonato

Acima de um ano vale a fórmula da idade. Abaixo de um ano, não: o tamanho do tubo passa a sair de tabela por peso, porque aplicar a fórmula de criança maior em recém-nascido erra para cima.

O que sai impresso

Ficha, termo de consentimento e orientações

Cada documento sai com o logo e o nome do hospital onde aquele paciente foi atendido. Se você reimprimir hoje uma ficha de março, ela sai com o hospital de março.

A sua assinatura, com CRM e RQE

Impressa no rodapé de cada documento. E pergunta que ficou sem resposta não vai para o papel: a ficha sai do tamanho do caso, sem páginas de espaço em branco.

A escala do serviço

Uma escala por hospital, e a sua com todos juntos

O grupo não tem uma escala: tem a de cada hospital em que atende. A sua junta tudo em um calendário só, porque ali a pergunta é outra: onde eu trabalho este mês.

O dia dividido em manhã, tarde e noite

O turno continua sendo lançado no horário que você quiser. Quem fica até as 13h aparece na manhã; quem faz o dia todo, na manhã e na tarde. A faixa vazia fica à vista: é o buraco na cobertura.

Escalar é clicar no nome e clicar no turno

Quem monta a escala escolhe a pessoa numa fila de botões e lança o turno. A escolha permanece de um lançamento para o outro, porque montar escala é repetir o mesmo nome em vários dias. No calendário aparece o primeiro nome de cada um, e não iniciais.

Plantão do grupo não se apaga — se passa

Sair de um turno tem um caminho só: oferecer a um colega e esperar que ele aceite. Enquanto ninguém aceita, o plantão continua seu — quem abandona um turno sem avisar deixa o buraco para ser descoberto no dia da cirurgia.

Plantão só seu, que ninguém do grupo enxerga

Sedação em consultório, hospital que não é do serviço, cobertura particular. Entra na sua escala e no seu mês; não aparece para o grupo, nem para quem administra.

No seu celular e na parede do hospital

A escala sai impressa em paisagem, sempre em uma folha só, para pregar na parede. E vai para o Calendário do iPhone e para o Google Agenda em um arquivo único, e não um evento de cada vez. Os feriados nacionais já vêm marcados no calendário.

O dinheiro do plantão

A produção do dia, anotada com o jaleco ainda vestido

Nome, convênio e cirurgia de cada paciente em uma linha só, com o cursor voltando para o campo do nome depois de salvar. Se anotar oito pacientes custar mais do que rabiscar num papel, ninguém anota — e o que não foi anotado não é cobrado.

A ficha de internação lida pela foto

O laudo de AIH do SUS e as fichas de convênio: fotografe, e os campos vêm preenchidos. O reconhecimento do texto acontece dentro do seu aparelho, e a imagem é descartada ao final — a ficha traz dados de saúde, e dado de saúde não precisa viajar.

A lista é sua até você mandar

Ninguém do faturamento vê a sua produção enquanto você não clicar em Enviar. O envio é por mês, só o que você enviou, e dá para desfazer.

Confirmar o plantão no dia em que ele acontece

Um toque, de quem trabalhou. A escala é um plano: o turno trocado na véspera e o cancelado por sala fechada continuam nela iguais ao que estava previsto. Só quem fez o plantão pode confirmá-lo, e não se confirma plantão que ainda não aconteceu.

O fechamento do mês, pronto para o financeiro

Dia, horário, horas e valor de cada profissional, com o total de cada um. Só o que foi confirmado entra na conta a pagar; o que ficou sem confirmar aparece marcado, e não sumido — turno esquecido não pode desaparecer da conta de alguém sem ninguém ver.

Quanto entrou, quanto falta receber

O valor de cada turno, o que já foi pago e o total do mês — com um botão em forma de olho que esconde os números quando alguém está olhando por cima do seu ombro.

As duas notas do mês, separadas por hospital

Uma folha dos plantões e outra dos pacientes anestesiados, porque são duas notas contra tomadores diferentes. As duas saem com um total por hospital, e na de faturamento você marca, paciente por paciente, se recebe direto, se a conta vai para o hospital ou se quem paga é o convênio.

O que o sistema avisa

Um sino, em todas as telas

Plantão oferecido ao grupo, resposta ao turno que você ofereceu, mensagem nova da equipe e resposta do suporte. O aviso nasce numa área e é lido em outra: quem está na recepção cadastrando paciente precisa ver o plantão oferecido sem abrir a escala.

O número no sino é só o que espera resposta sua

Aviso que é apenas informação não entra na contagem: aparece como um ponto, que some quando você abre a caixa. Um contador que nunca zera é um contador que se aprende a ignorar — inclusive no dia em que ele estiver certo.

O que ficou para trás na cobrança

Paciente anestesiado e ainda não cobrado, conta faturada que não voltou como pagamento, plantão trabalhado e não pago. Só de mês já fechado: cobrar um paciente de anteontem não é atraso, é o trabalho normal.

O grupo

Recepção, médico, financeiro e administração

Cada um vê o que precisa ver. A recepção conduz a fila do dia sem abrir conteúdo clínico.

Quem entra na escala é médico com CRM, e o RQE vai junto

A escala é o documento de quem responde pela anestesia, e o registro faz parte dela: sem CRM no cadastro, o nome não entra — e não fica de fora em silêncio, aparece num aviso, pelo nome, indicando onde preencher. O RQE fica guardado no mesmo cadastro e sai impresso ao lado do CRM na assinatura da ficha e das orientações — quem tem o registro da especialidade assina como especialista.

O colega que não usa o sistema também entra

O anestesiologista que não tem e-mail é cadastrado do mesmo jeito. Ele aparece na escala e no faturamento, e não recebe login nenhum.

Conversa da equipe, separada por instituição

Uma sala de conversa por organização. Quem é de uma não lê a sala da outra.

O sigilo e a segurança

Os dados da sua clínica não se misturam com os de outra

Todo pedido de informação sai identificado com a sua organização, e quem não é dela não recebe resposta. A trava fica no banco de dados, e não apenas na tela: esconder um botão impede o clique, não o pedido.

Fica registrado quem fez o quê, e quando

Cada cadastro, alteração e exclusão guarda o autor, a data e a hora. Se um dia alguém perguntar quem mudou aquele campo, a resposta existe.

Cada um vê apenas o que precisa para trabalhar

A recepção conduz a fila do dia sem abrir a avaliação clínica. É o princípio da necessidade previsto na LGPD: quanto menos gente com acesso ao dado do paciente, menor o risco para ele e para você.

Valor clínico vem de referência, não de estimativa

Os pontos de corte, as fórmulas e os prazos de suspensão de medicamento vêm das referências publicadas, sem arredondar nem tirar média entre uma e outra. Onde a referência não existe, o campo fica em branco — num sistema clínico, um número inventado é pior do que um campo vazio.

Feito por quem passa o plantão dentro do centro cirúrgico.

O AVANEST nasceu no serviço de anestesiologia de Campo Mourão, para resolver o que atrapalhava o dia por lá. Cada detalhe desta página existe porque faltou num plantão.