Política de Privacidade
Como o AVANEST trata dados pessoais, em especial dados de saúde, conforme a Lei nº 13.709/2018 (LGPD).
Em vigor desde 19 de agosto de 2026.
1. Quem responde pelo quê
Esta é a parte mais importante e costuma ser a menos explicada. Há dois papéis distintos:
- Dados de pacientes. Quem decide coletá-los e para quê é a organização contratante — o anestesiologista, o grupo ou a clínica. Ela é a controladora. O AVANEST é operador: trata os dados apenas para prestar o serviço e conforme as instruções dela.
- Dados de conta e cobrança (quem contrata, e-mail de acesso, plano, pagamentos). Aqui o AVANEST é o controlador.
Na prática: se um paciente quiser exercer direitos sobre seus dados, o pedido deve ser dirigido à clínica ou ao médico que o atendeu. O AVANEST apoia a organização a atender esse pedido, mas não decide sozinho sobre esses dados.
2. Que dados são tratados
De pacientes, inseridos pela organização:
- Identificação: nome, CPF, RG, data de nascimento, sexo.
- Contato: telefone, e-mail, endereço, cidade, UF, CEP.
- Convênio: operadora, número de carteirinha, validade, plano.
- Atendimento: hospital, cirurgia, especialidade, procedimento, data e horário.
- Dados de saúde — anamnese, comorbidades, alergias, medicamentos em uso, exame físico, avaliação de via aérea, resultados de exames, escores de risco, plano anestésico e conclusão. A LGPD classifica esses dados como pessoais sensíveis (art. 5º, II).
- Documentos anexados ao atendimento.
- Registros financeiros do atendimento: valor, convênio, nota fiscal, pagamentos.
De usuários do sistema: nome, e-mail, CRM, RQE, perfil de acesso e situação.
Registros de auditoria: quem fez o quê e quando, incluindo endereço IP. Existem para rastreabilidade e segurança — sem eles não é possível saber quem alterou um registro clínico.
Pagamento: o AVANEST guarda o identificador da assinatura e o e-mail do pagador. Dados de cartão nunca passam pelos nossos servidores — quem os processa é a Stripe.
3. Para que são usados
- Prestar o serviço: registrar a avaliação e emitir ficha, termo e orientações.
- Autenticar usuários e controlar o que cada perfil pode ver.
- Cobrar a assinatura e emitir documentos fiscais.
- Cumprir obrigações legais de guarda de prontuário.
- Segurança: registrar acessos e alterações, e investigar incidentes.
Não usamos dados de pacientes para publicidade, não os vendemos e não os cedemos a terceiros. Não treinamos modelos de inteligência artificial com dados de pacientes.
4. Bases legais
- Dados de saúde: tutela da saúde, em procedimento realizado por profissionais de saúde (art. 11, II, "f" da LGPD), e cumprimento de obrigação legal e regulatória (art. 11, II, "a").
- Dados cadastrais de pacientes: execução do serviço e obrigação legal (art. 7º, II e V).
- Dados de conta e cobrança: execução do contrato (art. 7º, V).
- Auditoria e segurança: legítimo interesse e obrigação legal (art. 7º, IX e II).
5. Com quem os dados são compartilhados
Somente com fornecedores necessários para o serviço funcionar, cada um com acesso restrito à sua função:
- Supabase — banco de dados, autenticação e armazenamento de arquivos.
- Vercel — hospedagem da aplicação.
- Stripe — processamento de pagamentos (não recebe dados de pacientes).
Também compartilhamos quando houver ordem judicial ou requisição de autoridade competente.
Transferência internacional: a infraestrutura desses fornecedores pode estar fora do Brasil. Nesses casos a transferência se dá com as salvaguardas contratuais dos respectivos fornecedores, nos termos do art. 33 da LGPD.
6. Por quanto tempo
- Registros clínicos: no mínimo 20 anos a contar do último registro, conforme a Resolução CFM nº 1.821/2007. Esse prazo é obrigatório e prevalece sobre pedido de exclusão.
- Registros financeiros e fiscais: pelo prazo da legislação tributária.
- Auditoria: enquanto útil à segurança e à prestação de contas.
- Conta de usuário: enquanto houver vínculo com a organização.
7. Como os dados são protegidos
- Tráfego cifrado (HTTPS) e dados cifrados em repouso pela infraestrutura.
- Isolamento por organização aplicado no banco de dados, e não apenas na tela: cada consulta é filtrada pela organização de quem a fez.
- Perfis de acesso: a recepção não vê conteúdo clínico; o financeiro não vê avaliação.
- Senhas guardadas com hash — ninguém no AVANEST consegue ler a sua.
- Registro de auditoria das ações relevantes.
- Backups automáticos da base.
8. Direitos do titular
O art. 18 da LGPD garante a você:
- Confirmar se há tratamento e acessar seus dados.
- Corrigir dados incompletos, inexatos ou desatualizados.
- Solicitar anonimização, bloqueio ou eliminação de dados desnecessários ou excessivos.
- Solicitar portabilidade.
- Saber com quem os dados foram compartilhados.
- Revogar consentimento, quando essa for a base legal aplicável.
Pacientes: procure a clínica ou o médico que realizou o atendimento — é a controladora dos seus dados. Usuários do sistema: escreva para contato@avanest.com.br.
Lembrando: registros clínicos têm guarda obrigatória por lei, e por isso um pedido de exclusão não os alcança antes do prazo legal.
9. Incidentes
Havendo incidente de segurança com risco relevante aos titulares, comunicaremos as organizações afetadas e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados nos prazos da lei, informando o que aconteceu, quais dados foram atingidos e as medidas tomadas.
10. Cookies
O AVANEST usa apenas cookies necessários para manter você conectado e lembrar sua preferência de tema. Não há cookies de publicidade nem rastreamento de terceiros.
11. Encarregado (DPO) e contato
Encargo exercido por G. Segobia Serviços Médicos Ltda. Contato para assuntos de proteção de dados: contato@avanest.com.br.
12. Alterações
Esta política pode ser atualizada. Mudanças relevantes serão comunicadas por e-mail ou dentro do sistema, com a data de vigência indicada no topo desta página.